Startup ajuda a encontrar cães e gatos perdidos

Espécie de “evolução” no hábito de colar cartazes nos postes para procurar pets perdidos, os tutores de animais de estimação têm, desde o começo desse ano, uma rede social voltada para resolver esse problema, o Puppyfi, a startup já tem cerca de 45 mil usuários em todo o Brasil, e  também na Argentina, Uruguai, México, Portugal, Espanha e Itália.

A criação da rede, que é gratuita e fácil de usar, foi uma união de páginas e comunidades que já existiam no Facebook desde 2013, e surgiu a partir de uma necessidade pessoal do médico veterinário curitibano Alexandre Roa, quando um cliente perdeu o cachorro e pediu ajuda para encontrá-lo. De lá para cá já foram achados mais de 3,5 mil pets.

“Nossa rede social é exatamente como as já conhecidas, com direito a curtidas, comentários, publicação de fotos, atualização de status. Mas, nós queremos ajudar a encontrar animais perdidos, localizar lares para adotar os abandonados e reunir aqueles que tratam e cuidam dos pets deixados nas ruas e precisam de medicação, comida, cuidados, etc”, conta Alexandre.

A missão
Os anúncios de bichinhos perdidos são chamados de “missão”: o usuário cria um post contando que tipo de ajuda precisa, com título, descrição, fotos e o local em que o pet foi perdido. A postagem é então veiculada no feed de notícias do Puppyfi, que pode ser filtrado por cidade e dividido em “Achados & Perdidos”, “Adoção” e “Vakinha Pet”, que é usado principalmente por ONG’s e entidades assistenciais.

Segundo Alexandre, além de usuários que procuram a rede para encontrar ou doar animais, há quem participe por apoiar a causa. “São pessoas que adoram pets e gostam de ajudar”, conta.

Expansão
Além do site, a ideia de Alexandre é lançar também um aplicativo, que já está em desenvolvimento e deve ser disponibilizado a partir de maio, com tradução para os principais idiomas do mundo (hoje a rede está disponível apenas em português).  “Queremos ser a principal ferramenta mundial de ajuda de pets”, conta ele sobre as pretensões.

O Puppyfi é financiado por anúncios de marcas voltadas a este mercado e também por posts promovidos, que alcançam uma visualização maior. Alexandre também está estudando o uso de um financiamento coletivo para manter a plataforma no ar. “É uma rede colaborativa”, explica.

Veja o que fazer quando o seu bichinho desaparece de casa:

1. Imagem
A primeira ação é escolher fotos recentes e de qualidade do animal perdido. Se possível uma que mostre o tamanho do pet e outra com detalhes dele, como as cores das orelhas, focinho, rabo, etc, que ajudam na diferenciação e identificação. Se não tiver nenhuma imagem, pesquise na internet pela raça ou encontre alguma que seja parecida com ele.

2. Texto
Na descrição do seu relato, procure ser claro e objetivo. Evite escrever em um único parágrafo, e separe o texto por tópicos. Destaque o nome, a raça e o gênero do bichinho, a data e o local em que se perdeu, qual a fase da vida dele (filhote, adulto ou idoso) e o porte (pequeno, médio ou grande). Também não esqueça de colocar os seus contatos.

3. Espalhe nas redes sociais
Mas cuidado onde você irá compartilhar. Fique atento às redes e grupos disponíveis.

4. Se envolva pessoalmente
Além da internet, atuar pessoalmente na busca também faz diferença. A ativista da causa animal Lucimara Leal recomenda que você comece pelos arredores, conversando com vizinhos e comerciantes. Muitas vezes, o bichinho pode estar mais perto do que se imagina.

Ela também recomenda que se espalhe alguns cartazes em lugares estratégicos, como aviários, clínicas veterinárias, pet shops e comércio da região. Estes lugares costumam ter uma grande circulação de pessoas que podem se identificar com a sua situação. Também é bom checar se os cartazes continuam lá dias depois.

5. Prevenção
Identifique seu animal, não espere perdê-lo para tomar providência. Lucimara sugere a colocação de coleiras com plaquinhas de identificação com o nome dele e telefones dos tutores. Isso facilita muito a localização caso ele se perca. Outra alternativa é a implantação de microchips na pele do animal, que podem ser comprados em clínicas veterinárias credenciadas ou em mutirões realizados por algumas prefeituras.

Fonte: Gazeta do Povo

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